terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Maria Tributina Prostituta Cataerva

Não tem quem diga mas eu amo a minha sogrinha. Eu a vi pela primeira vez quando meu marido me convidou para jantar em sua antiga casa na Rua Da Eterna Infelicidade A Menos Que Ela Se Vá, Número 666. Foi amor à primeira vista e já então nos tornamos muito intimas, ela fala muito da minha pessoa e eu também não a deixo de orelhas frias. Muito amor, muito mesmo. Foi a dois dias que fiquei muito triste, pois soube através do meu amor que ela já estar nos seus últimos dias, eu não entendo como pode uma mulher tão saudável ficar tão doente assim de repente, ela esteve aqui na semana passada quando eu fiz um jantar maravilhoso para todos e especialmente para ela eu preparei uma sopa botulônica verde divina.
Bem, como não tem jeito e espero que ela descanse eternamente bem, resolvi expressar todo meu carinho através de um depoimento escrito para que todos reconheçam a minha gratidão por todos esses anos e ficaria realizada como ser humana se a Dona Maria Tributina Prostituta Cataerva desse uma olhadinha nas minhas sinceras palavras.
Muito me admira esta senhora, elegante, bela e pesada, a sua flatulência é de causar inveja a todos num raio de vinte quilômetros e qualquer faísca causaria o que chamamos de aquarela fumegante. Nunca revelei ao meu amado, mas acredito que ele foi fruto de uma libido insaciável sofrida por sua santíssima madre. Eu sou fã de Dona Cataerva, sempre lhe dei presentes e isso limpa a alma da gente, nos deixa mais humana, certa vez presenteei Cataerva com uma tipóia, ela ficou linda, a emoção foi de derrubar qualquer um das escadas, ela ficou roxa de felicidade e gemia de tanto prazer, acho que chorou também. Cataerva sempre foi muito sebenta e isso diz muito de sua personalidade, eu sempre imaginei como seria a sua intimidade. Será que é verde ou será amarela? Acho que é preta mesmo. Mas não importa a cor, os cheiros de coiranas frecas diz tudo. Aquilo é um anjo e quando dorme parece um conto de fadas, suas estridulações é impressionante e isso sim é uma proeza, principalmente quando se estar no terceiro andar da nossa casa. Não lhe falei dos modos da senhora ainda? Desculpe-me. Esta é nobre, elegante, e sua postura de pavão jovial. Uma palavra diz tudo: es sevícia. Cataerva é gente fina e sempre foi bem vinda em nossa casa, meu marido sempre adorou e assim ficamos todos felizes. Pessoalmente a sua estalagem em nossa casa sempre representou um fenômeno sobre-natural como se um bólide se aproximasse, todos relaxavam e esperavam ser agraciados por seu impacto.
Eu sou muito feliz por ter tido você Dona Cataerva em minha vida, saiba que todos sentiremos sua falta e saiba que mesmo sofrendo muito não estou nem um pouco arreliada com a sua triste partida.

Um comentário:

Unknown disse...

Olá Bruno.

Parabéns pelo blog. Sempre que sobrar um tempinho darei uma passada por aqui. Se tiver disponibilidae de tempo dê uma passadidnha também no meu (www.jornaldobeto.blogspot.com)

Hasta la vista e suerte!